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Dia do Aviador: a longa jornada para tornar-se um piloto da aviação executiva

22/10/2018

Voar é algo que fascina a maioria das pessoas, sobretudo aquelas que desejam ocupar um cargo de piloto e ter sob seu comando aeronaves dos mais variados modelos. Fator que justifica a alta concorrência nesse mercado de trabalho.

 

Um dos segmentos no qual um piloto pode atuar está a aviação executiva, que, normalmente, opera voos sob demanda e com uma diversidade maior de modelos do que a aviação comercial. Mas engana-se quem pensa que o nível de exigência na aviação executiva seja menor; pelo contrário, entre os requisitos obrigatórios constam muitas horas de voos na bagagem e muita qualificação.

 

Segundo Anderson Seballo Nascimento, Comandante de jatos na TAM Aviação Executiva desde 2010, a formação é fator primordial. “Para ser piloto de aviação executiva, é indispensável que o candidato apresente as licenças de PC (Piloto Comercial) e IFR (Curso de Voo por Instrumentos) para atuar como aeronauta. Geralmente, após a conclusão desses cursos, o candidato poderá concorrer à posição de copiloto em aeronaves do tipo monomotor ou bimotor, dependendo de sua habilitação.”

 

Para Nascimento, a experiência adquirida também é muito importante: “Geralmente, o candidato inicia sua carreira voando em aeronaves de pequeno porte; então vai ganhando experiência e maturidade nas tomadas de decisões que envolvem as fases do voo”, completa.

 

Se a meta são aeronaves a jato, a exigência é alta. “Para ocupar o posto de comando em um jato, são necessários também treinamentos específicos em simuladores que reproduzem o cockpit das mais modernas aeronaves e situações rotineiras para as quais o piloto precisa estar preparado” explica Nascimento. Normalmente, esses cursos são realizados em empresas internacionais, certificadas por órgãos reguladores da aviação. A mais renomada delas nesse tipo de treinamento é a FlightSafety, empresa americana cuja representação no Brasil é feita pela TAM Aviação Executiva. A maior parte dos cursos também é ministrada no exterior. A FlightSafety, por exemplo, opera em 10 países e oferece mais de 3 mil cursos, abrangendo 135 modelos diferentes de aeronaves. Por ano, 75 mil profissionais passam pelos simuladores da companhia.

 

É importante ressaltar que um dos requisitos que poderá ser exigido para fazer o treinamento em simulador é o CCT – Certificado de Conhecimento Teórico do PLA, principalmente se o jato estiver alocado em um táxi aéreo. Além disso, é mandatória a aprovação em exame de proficiência linguística no idioma inglês, por meio de agentes credenciados pela ANAC, para realização de voos internacionais.

 

Já para os modelos turboélices da linha Beechcraft King Air, os mais populares do segmento, são obrigatórios os treinamentos em simuladores (exceto para a série C90, embora seja bastante recomendável o treinamento em simulador, principalmente, se a operação for “single pilot”), sendo também obrigatória a realização de todos os treinamentos de solo (Ground School’s) e o treinamento de adaptação no equipamento.

 

Para pilotar helicópteros há treinamentos específicos, sendo também recomendada a proficiência em simuladores.

 

No dia a dia da profissão, a rotina na aviação executiva do piloto começa com o planejamento geral de todos os requisitos e procedimentos necessários para realização segura da programação. “São necessários estudos sobre condições meteorológicas do destino, ao longo da rota e também da rota alternativa, além da reserva regulamentar de combustível dentro do planejamento. Há ainda a checagem de NOTAM ("Notice to Airmen” – Aviso aos aeronavegantes, publicado pelo Comando da Aeronáutica), informando se há existência de fatos relevantes/impeditivos nos aeroportos que estarão sendo utilizados, verificação de procedimentos envolvendo cálculos de performance, peso e balanceamento da aeronave, abastecimento de combustível nas localidades, providências sobre comissária (serviço de bordo) e leitura a bordo”.

 

Como em qualquer outra profissão, a concorrência pelo posto é grande. Mas independentemente do setor em que atuará, há no mercado um consenso: o de que os profissionais bem preparados, treinados e experientes sempre terão espaço, sobretudo em um segmento como o da aviação, em que a segurança é tida como a regra de ouro.

 

Entretanto, para a maioria é a carreira ideal. “A profissão é muito gratificante, não é à toa que já a exerço há 16 anos”, afirma Nascimento. “Só quem já esteve no comando de uma aeronave sabe a satisfação que é decolar rumo aos mais variados destinos e, principalmente, pousar em segurança após ter cumprido com sucesso a sua jornada”, conclui.  

 

Sobre a TAM Aviação Executiva

A número 1 na comercialização de aeronaves executivas, a TAM Aviação Executiva foi constituída há mais de 50 anos, sob o nome de Táxi Aéreo Marília. Atua no Brasil como representante exclusiva da Cessna, desde 1982; da Bell, desde 2004; da FlightSafety International, desde 2003; e da Beechcraft, a partir de 2016. A empresa oferece o mais versátil e abrangente portfólio de produtos da aviação geral no país – com destaque para a manutenção (no maior parque de manutenção de aeronaves executivas da América Latina) –, FBO doméstico e internacional, vendas de treinamento, administração, gerenciamento e fretamento de aeronaves. 

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